Homilia da Missa de 1 de janeiro 2014 – Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

1 de janeiro 2014 - Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

1 de janeiro 2014 – Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Dia 1º de janeiro é o Dia da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus.

O 3º Mandamento da Lei de Deus determina: Santificar os domingos e festas de guarda.

Do Catecismo da Igreja Católica tem-se:

2180. O mandamento da Igreja determina e precisa a lei do Senhor: «No domingo e nos outros dias festivos de preceito, os fiéis têm obrigação de participar na missa» (102). «Cumpre o preceito de participar na missa quem a ela assiste onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do antecedente» (103).

2181. A Eucaristia dominical fundamenta e sanciona toda a prática cristã. É por isso que os fiéis têm obrigação de participar na Eucaristia nos dias de preceito, a menos que estejam justificados, por motivo sério (por exemplo, doença, obrigação de cuidar de crianças de peito) ou dispensados pelo seu pastor (104). Os que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem um pecado grave.

2182. A participação na celebração comum da Eucaristia dominical é um testemunho de pertença e fidelidade a Cristo e à sua Igreja. Os fiéis atestam desse modo a sua comunhão na fé e na caridade. Juntos, dão testemunho da santidade de Deus e da sua esperança na salvação. E reconfortam-se mutuamente, sob a acção do Espírito Santo.

2183. «Se for impossível a participação na celebração eucarística por falta de ministro sagrado ou por outra causa grave, recomenda-se muito que os fiéis tomem parte na liturgia da Palavra, se a houver na igreja paroquial ou noutro lugar sagrado, celebrada segundo as prescrições do bispo diocesano, ou consagrem um tempo conveniente à oração pessoal ou em família ou em grupos de famílias, conforme a oportunidade» (105).
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Homilia da Missa de 1 de janeiro 2014 – Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Amados Irmãos e Irmãs,

A primeira leitura propôs-nos a antiga súplica de bênção que Deus sugerira a Moisés, para que a ensinasse a Aarão e seus filhos: «O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz» (Nm 6, 24-26). É muito significativo ouvir estas palavras de bênção no início dum novo ano: acompanharão o nosso caminho neste tempo que se abre diante de nós. São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingénua que imagina melhor o futuro, simplesmente porque é futuro. Esta esperança tem a sua razão de ser precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém os votos maiores, os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da protecção amorosa do Senhor, da sua ajuda providente.
Os votos contidos nesta bênção realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, enquanto destinada a tornar-Se a Mãe de Deus, e realizaram-se n’Ela antes de qualquer outra criatura.
Mãe de Deus! Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se duma qualidade, duma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu.
Lembremos aquele momento importante da história da Igreja Antiga que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu com autoridade a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus populi romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: «Mãe de Deus!» Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura.
Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e sobretudo no caminho de fé do povo cristão. «A Igreja caminha no tempo (…). Mas, nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria» (JOÃO PAULO II, Enc. Redemptoris Mater, 2). O nosso itinerário de fé é igual ao de Maria; por isso, A sentimos particularmente próxima de nós! No que diz respeito à fé, que é o fulcro da vida cristã, a Mãe de Deus partilhou a nossa condição, teve de caminhar pelas mesmas estradas, às vezes difíceis e obscuras, trilhadas por nós, teve de avançar pelo «caminho da fé» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. Lumen gentium, 58).
O nosso caminho de fé está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus, quando estava para morrer na cruz, no-La deu como Mãe, dizendo: «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 27). Estas palavras têm o valor dum testamento, e dão ao mundo uma Mãe. Desde então, a Mãe de Deus tornou-Se também nossa Mãe! Na hora em que a fé dos discípulos se ia quebrantando com tantas dificuldades e incertezas, Jesus confiava-lhes Aquela que fora a primeira a acreditar e cuja fé não desfaleceria jamais. E a «mulher» torna-Se nossa Mãe, no momento em que perde o Filho divino. O seu coração ferido dilata-se para dar espaço a todos os homens, bons e maus; e ama-os como os amava Jesus. A mulher que, nas bodas de Caná da Galileia, dera a sua colaboração de fé para a manifestação das maravilhas de Deus na mundo, no Calvário mantém acesa a chama da fé na ressurreição do Filho, e comunica-a aos outros com carinho maternal. Assim Maria torna-Se fonte de esperança e de alegria verdadeira.
A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho. Deste modo, a nossa missão será fecunda, porque está modelada pela maternidade de Maria. A Ela confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz; e invocamo-La todos juntos: Santa Mãe de Deus!

 
Fonte: news.va/pt/news/homilia-da-missa-de-1-de-janeiro-2014-solenidade-d

O Natal de São Nicolau e o natal do Papai Noel

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O Natal de São Nicolau e o natal do Papai Noel
Por Sérgio Lima

 

O mês de dezembro é um mês comemorativo aos Católicos Apostólicos Romanos. É o mês em que relembramos o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, O Salvador do Mundo.

Entretanto, um personagem fictício, o papai noel ou papai natal, tem “aparecido” muito mais neste período do que A Criança do presépio . Empurrado pelo interesse comercial de vendas, o papai noel é o personagem mais visto e lembrado neste período. Em propagandas de TV, rádio, revistas, em lojas populares ou shoppings centers o chamado “bom velhinho” está presente. Ele supostamente viria na noite do dia 24 e madrugada do dia 25 nas casas dos bons meninos que obedeceram seus pais para deixar presentes. Muitos cristãos acham a estória bonitinha e reforçam-na ajudando a perpetuar o legado natalino a um terceiro que jamais existiu e não ao verdadeiro astro do Natal, aquele que com o Seu Nascimento, modificou para sempre as nossas vidas.

Muitos católicos acreditam que o papai noel seria São Nicolau, Bispo Católico, Padroeiro da Rússia. A verdade é que a estória comercial do papai noel foi inspirada nas ações de caridade do santo católico. Se a história iniciada na Alemanha e espalhada para o mundo tinha interesse inicial de homenagear o Santo Católico, as semelhanças pararam por ai. O marketing publicitário tem falado mais alto e, o pior, os Católicos tem se acostumado com o sorriso do “bom velhinho”.

Dia 06 de dezembro é a festa de São Nicolau! É dia de colocar as meias na lareira para que as crianças possam receber presentes ou doces. É, também, o dia de reunir a família e lembrá-la das diferenças entre as ações de um Santo e de um personagem criado para aumentar as vendas do período:

Papai Noel quer que seu cartão de crédito. São Nicolau quer seu coração.

Papai Noel vai te transformar em um consumidor. São Nicolau vai ajudar você a ser um servo.

Papai Noel é um conto lunático de um duende velho gordo que dá brinquedos para meninos e meninas que foram boas. São Nicolau ajudou as crianças a escapar da pobreza e da escravidão.

Papai Noel nos lembra de dar presentes. São Nicolau nos lembra de dar a nós mesmos.

Papai Noel é controlado pela loja de departamentos. São Nicolau foi levado pelo Espírito Santo.

Papai Noel é um homem vestido em um traje. São Nicolau era um bispo que cuidou de seu povo.

Papai Noel nos lembra a seguir as vendas de Natal. São Nicolau nos lembra a seguir Jesus.

Papai Noel nos promete felicidade através do presentear. São Nicolau recorda-nos que a felicidade é o fruto de uma vida fiel.

Papai Noel é uma história divertida de ler para as crianças na véspera de Natal. São Nicolau era um homem de grande compaixão que vendeu seus bens e deu o dinheiro aos pobres para que ele pudesse fazer a vontade de Deus em perfeita liberdade.

Papai Noel não tem nada a ver com Jesus, o Deus-Homem cujo nascimento é comemorado no dia de Natal. A vida de São Nicolau só faz sentido por causa de seu amor e compromisso com Jesus, o Deus-Homem cujo nascimento é comemorado no dia de Natal.”(traduzido do artigo de Robert Fontana, December 6 St. Nicholas and Santa Claus).

Reflitamos com as seguintes perguntas:

1. Você acredita que se São Nicolau vivesse nos dias atuais permitiria a exploração de sua imagem para uso comercial e, de alguma forma, retirar o foco do “evento” Nascimento de seu e Nosso Senhor Jesus Cristo?

2. Você já viu algum Papai Noel rezar? Em uma propaganda ou em um Shopping?

A vida de São Nicolau teve como foco servir a Deus. Espelhemos nossas vidas na dele e busquemos amar a Deus sobre todas as coisas, de todo nosso coração.

E os presentes? E a confraternização familiar do Dia de Natal?

Nossos filhos e familiares podem saber da verdade: em virtude de nosso amor, trabalhamos e nos esforçamos para comprar presentes e, neste dia, trocá-los em Família, sempre lembrando que o verdadeiro motivo da festa é a vinda do Deus Encarnado a este mundo.

E as meias penduradas?

Que você faça esta ação na noite do dia 5 de dezembro, colocando algumas balinhas e doces e explicando, no dia 6, Dia de São Nicolau, o motivo de tal ação (a forma como o Santo atuava ao distribuir sua herança aos pobres).

Que o verdadeiro sentido da festa de Natal esteja presente em vossa família!
Que esta data possa renovar nossos sentimentos de busca pela santificação e, no dia do juízo, mereçamos o convívio dos eleitos.

Deus deixou a sua glória para, de uma forma inexplicável e incompreensível para nós, vir a este mundo e nos permitir a salvação.

Feliz Natal em Nosso Senhor Jesus Cristo!